Tendinite Patelar

Tendinite Patelar: Entenda o “Joelho de Saltador” Você costuma sentir uma dor incômoda na parte da frente do joelho, logo abaixo da patela (a “rótula”), especialmente após praticar esportes que envolvem saltos ou corridas? Se essa dor persiste e parece piorar com a atividade, você pode estar sofrendo de Tendinite Patelar, popularmente conhecida como “Joelho de Saltador”. Essa condição dolorosa afeta o tendão que conecta a patela à tíbia, limitando o desempenho e impactando a qualidade de vida se não tratada adequadamente. Para entender a dor, imagine o joelho de saltador não como uma lesão súbita e aguda, mas sim como um desgaste progressivo da cartilagem atrás da patela. A cartilagem, que deveria ser lisa e uniforme, torna-se amolecida, irregular ou com fissuras. Com o tempo, o atrito excessivo entre a patela e o fêmur (o osso da coxa) gera inflamação e dor, podendo levar a danos mais severos se não abordada. A principal causa da tendinite patelar é o uso excessivo e repetitivo da articulação em atividades de impacto. Esportes como basquete, vôlei, corrida, tênis e futebol são os principais gatilhos. Além disso, a prática de exercícios com técnica inadequada, excesso de carga ou em superfícies duras também contribui significativamente para o desenvolvimento da inflamação, especialmente em atletas e praticantes de atividades físicas de impacto. No início, a dor pode ser leve e surgir apenas após o esforço físico. Com a progressão da condição, o desconforto pode se tornar constante, dificultando tarefas simples como subir escadas, agachar ou levantar de uma cadeira. Além da dor, os pacientes podem notar rigidez local, inchaço leve e sensibilidade ao toque na área inflamada, especialmente ao redor do trocanter maior, onde a bursa fica localizada. O diagnóstico preciso é fundamental e começa com uma avaliação detalhada feita pelo ortopedista. Além da análise do histórico do paciente e de um exame físico completo para verificar a mobilidade, pontos de dor e a função dos nervos. Exames de imagem como o ultrassom ou a ressonância magnética são solicitados para confirmar a inflamação do tendão, descartar outras patologias ou avaliar a extensão de possíveis lesões tendíneas. Felizmente, a grande maioria dos casos de tendinite patelar responde bem ao tratamento conservador. Esta abordagem inclui um período de repouso relativo, uso de gelo, medicamentos anti-inflamatórios e, fundamentalmente, a fisioterapia. Exercícios de alongamento e fortalecimento são essenciais para recuperar a função e prevenir a recorrência. Em casos persistentes, infiltrações ou cirurgia podem ser indicadas. Não conviva com a dor que atrapalha seu sono e seus movimentos; procure um especialista. Agendar Consulta
