Ruptura do Tendão de Aquiles

Ruptura do Tendão de Aquiles A sensação de um impacto súbito na parte de trás do tornozelo, muitas vezes acompanhada de um estalido audível, é o relato clássico da ruptura do tendão de Aquiles. O paciente sente como se tivesse recebido um golpe ou uma “pedrada” inesperada, seguido de uma dor aguda e a imediata perda de força para dar o impulso do passo. É uma lesão que assusta, mas que possui caminhos claros para a recuperação. O tendão de Aquiles, ou tendão calcâneo, é o mais forte e maior tendão do corpo humano, conectando os potentes músculos da panturrilha ao osso do calcanhar. Ele é fundamental para atividades básicas como caminhar, correr e saltar, aguentando cargas que podem chegar a dez vezes o peso do corpo durante um esforço físico intenso. Por ser tão exigido, ele está sujeito a tensões extremas que podem levar ao rompimento. As causas mais comuns envolvem um aumento súbito na carga de trabalho dos músculos da panturrilha, como em arranques rápidos em esportes como tênis, futebol ou basquete. Outros fatores de risco incluem o envelhecimento natural do tendão que o torna menos elástico, o uso prévio de certos medicamentos ou a presença de tendinopatias crônicas não tratadas que fragilizam o tecido ao longo do tempo. O diagnóstico é eminentemente clínico e deve ser realizado prontamente por um ortopedista especializado. Através de testes manuais específicos, como o de Thompson (onde a compressão da panturrilha não gera o movimento esperado no pé), o médico confirma a ruptura total. Exames de imagem, como o ultrassom ou a ressonância magnética, são ferramentas valiosas para avaliar a localização exata e a qualidade das fibras tendíneas remanescentes. O tratamento pode seguir dois caminhos principais, dependendo do perfil do paciente e da gravidade da lesão. A via conservadora utiliza imobilizações de longo prazo com botas ortopédicas, enquanto a cirurgia muitas vezes realizada por técnicas minimamente invasivas reaproxima os topos do tendão com suturas resistentes. O objetivo em ambos os casos é restaurar o comprimento ideal para que a força muscular seja preservada e a caminhada retomada. A reabilitação é uma fase crítica e exige paciência e dedicação do paciente em sessões regulares de fisioterapia. O foco inicial é a proteção da cicatriz, seguido pelo ganho gradual de mobilidade e, por fim, o fortalecimento muscular profundo para evitar novas lesões. Com o acompanhamento correto e um plano de cuidados individualizado, é perfeitamente possível recuperar a confiança nos movimentos e retornar às atividades que trazem bem-estar e saúde à sua vida. Agendar Consulta

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