
A osteoporose é frequentemente chamada de “doença silenciosa” porque progride lentamente e sem causar sintomas perceptíveis até que ocorra a primeira fratura. É uma condição em que os ossos se tornam fracos e frágeis, tornando-os mais suscetíveis a quebras, mesmo após pequenas quedas ou esforços leves que normalmente não causariam danos. Embora seja mais comum em mulheres após a menopausa, homens também podem desenvolver a doença à medida que envelhecem.
Para entender a osteoporose, pense no osso como um tecido vivo que está em constante renovação. O corpo remove o osso velho e o substitui por osso novo. Na osteoporose, esse equilíbrio é quebrado: a perda de massa óssea ocorre mais rapidamente do que a sua reposição. O resultado é que a estrutura interna do osso, que se parece com um favo de mel, fica com “buracos” maiores e paredes mais finas, perdendo sua densidade e resistência.
Vários fatores aumentam o risco de desenvolver osteoporose. Além do envelhecimento e da menopausa, a falta de cálcio e vitamina D na dieta, o sedentarismo, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são grandes vilões. O histórico familiar da doença e o uso prolongado de certos medicamentos, como corticoides, também contribuem significativamente para o enfraquecimento ósseo.

Como a doença não apresenta sintomas claros em seus estágios iniciais, muitas pessoas só descobrem que têm osteoporose após sofrerem uma fratura, sendo as mais comuns no quadril, coluna e punho. Com o tempo, a perda óssea na coluna pode levar a uma diminuição da altura, postura curvada (cifose) e dores nas costas persistentes.
O diagnóstico precoce é a chave para prevenir fraturas graves. Ele é feito através de um exame simples, rápido e indolor chamado densitometria óssea. Esse exame mede a densidade mineral dos ossos e é recomendado como rotina para mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70, ou antes, se houver fatores de risco importantes.
O tratamento e a prevenção focam em fortalecer os ossos e evitar quedas. Isso inclui garantir uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D (através da dieta ou suplementos), praticar exercícios físicos regulares (especialmente os que envolvem peso e fortalecimento muscular) e adotar medidas para tornar a casa mais segura contra quedas. Em muitos casos, medicamentos específicos para aumentar a densidade óssea podem ser prescritos pelo médico. Cuidar da saúde dos seus ossos é um investimento fundamental para um envelhecimento ativo e independente.